19 de jan. de 2014

Recomeçar ou Continuar?

Galera, peço-lhes desculpas por não ter postado nada durante um bom tempo. Estive ocupado escrevendo um conto (sim, acreditem, um conto). 
 Bom, a crônica tem o mesmo título da postagem:

           Recomeçar ou Continuar? 


  Há algum tempo atrás fui para casa dos meus avós passar as férias. Gosto de pensar que ali é uma espécie de reabilitação,é uma casa na interior, onde o ar é puro, as pessoas (ao menos a maioria) são bacanas e caridosas, onde não há estresse, somente as alegrias de uma reunião familiar. Os doces, os almoços... 
Não entendo porque troquei esse tipo de vida pela agitação, pelo vício, o caminho torto. Não, não creio no inferno, nem no ceú, respeito quem crê, mas tenho certeza que somos nós que fazemos nossos pecados ou nosso perdão. 
Eu já perdoei a mim mesmo, se me arrependi? Não. O que está feito já está e não há como mudar mas sim alterar o que vai acontecer. 
Aos poucos fui me livrando dos meus hábitos nojentos. Não foram todos, mas assim vou caminhando para um lugar onde não ouvimos mais a frase "ah você precisa de um pouco disso pra ficar inspirado" ou "poxa vida, achei que você não era tão quadrado cara!".
Tenho orgulho de dizer que nesse período "semi-limpo" escrevi um conto, um roteiro, e fiz outros diversos trabalhos relacionados á arte sem usar ou beber nada que me prejudicasse. 
Isso tudo é para mostrar que o rapazinho irritado que não sabe respeitar as massas indecentes da população, ainda tem algum jeito para tornar-se um homem justo.  
OBS: Essa postagem foi escrita por volta de 30 minutos e não tomei nenhuma gota nem de café. 





Raul Seixas- O Homem

Eu...
(vou subir)
Pelo elevador dos fundos, que carrega o mundo sem sequer sentir...

(vou sentir)
Que a minha dor no peito, que eu escondi direito agora vai surgir...

(vou surgir)
Numa tempestade doida pra varrer as ruas em que eu vou seguir
Em que eu vou seguir, em que eu vou seguir...




  



Isolation- Joy Divison

Mãe, eu tentei, por favor, acredite em mim,
Estou fazendo o melhor que posso.
Me envergonha as coisas que tenho feito,
Me envergonha a pessoa que sou...

Mas se você apenas pudesse ver a beleza,
Destas coisas que eu nunca poderia descrever,
Destes prazeres - caprichosos, distrativos
Este é o meu único prêmio da sorte.





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