Jorge Furtado é um grande diretor e roteirista brasileiro, entre os tantos trabalhos bem sucedidos de bilheteria ou de crítica, um dos que mais admiro é o documentário "Ilha Das Flores". Uma produção incrível critica a falta de compaixão humana. O impacto é logo de começo: "Isto não é um filme de ficção; Existe um lugar chamado Ilha Das Flores; Deus não existe." Depois: (Narrador) "Cristo era um judeu; (imagem de Jesus) "Os
judeus possuem o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor. São, portanto,seres
humanos." (imagens do Holocausto) Uma obra realmente magnifica, dinâmica, e aclamada internacionalmente. O cinema brasileiro merece mais Jorges Furtados.
Mude o cenário, mas não a cidade. Nosso caro homem oco agora se aventura e explora não a Vila Mariana, mas sim o Belém. Provando as belas sensações já aqui descritas. Sentado em um bar de esquina, Rua Herval com a Doutor Clementino ele observa os transeuntes. Duas senhoras muçulmanas passam levando um carrinho de bebê. Depois um casal boliviano (possivelmente, é o estereótipo da região). É um lugar muito diversificado, sem falar nos italianos, e outros "misturados" da região. Mas o motivo do nosso amigo estar ali é justamente uma descendente de italiana, nesse momento ela vem direção do homem oco, ele, com sua classe boêmia, malandragem suburbana, convida a moça á acompanha-lo, acende um cigarro para ela. Conversam, riam, entre sorrisos e piscadelas a mulher joga-se aos braços dele. Correm até a estação, fogem para o Tatuapé, cujo bairro é onde ela mora. Atravessam as ruas e chegam no condomínio, e entre as barreiras até o apartamento dela e ali entrelaçam-se e amassam-se como um casal em lua de mel. Conheceram-se fazia alguns meses, no metrô, numa daquelas situações de aperto em que o rapaz segura a moça, pois ela é pequena e não acha lugar pra segurar. A mágica aconteceu ali. Conversaram, trocaram telefone e bom, lá estavam. Agora voltemos ao apartamento. Ela ainda deitada admira o homem oco vestindo-se, ajeitando o blazer, dando um tapa no topete. Aquilo tudo para ele, só mais uma mulher semi-deusa que levava para a cama. Para a semi-deusa, bom, só mais uma celebração á Dionísio, coisa rotineira. Nosso protagonista sai daquele local pensando "Não acredito, 23 horas ainda? Esse sábado não pode acabar assim". E não acabou. Correu até a estação, foi até a Sé, de lá foi até a Luz, de lá, desceu na Ana Rosa. Sim, aquela região da Vila Mariana onde aventuras e absurdos aconteceram. Entra num bar muito frequentado por amigos antigos, senta no balcão e ao seu lado um companheiro de muitas guerras, Pedro O Jornalista. - Boa noite. Mr Hollow Man. - Boa noite meu amigo Pedro. Como vai o cavalheiro? - Andando. Aproveitando o sábado para fugir da família e beber um pouco. E o senhor? - Bem... Lembrando algumas aventuras. - Ah, nossas aventuras... - Poderíamos aproveitar a ocasião, comemorar com aquelas senhoritas ali naquela mesa. - Não temos mais 25 anos, dez passaram-se, eu casei e tenho filhos. - Ora, uma vez na vida não faz mal. - Essa é a vida que planejei, que lutei pra ter, não vou estragá-la por uma noite de potrancas e bebidas caras. - Tudo bem então, vá pra sua vida. Pedro levantou-se, pagou a conta, pegou uma caneta, um guardanapo e escreveu nele: " a vida não é feita só de prazeres carnais". E realmente não era, o homem oco sabia muito bem disso, ouviu e assistiu essa lição fazia anos. Foi criado na pobreza e humildade, e aprendeu o quão batalhador deveria ser para chegar em grandes altitudes. Voltou para o apartamento da senhorita descendente de italianos, antes que o sistema metropolitano de transporte fechasse. No outro dia voltou ao Brás ( bairro que aconteceram outras coisas incríveis). Tomou o trem, o bom e velho trem suburbano para voltar para casa. Se tinha uma coisa que admirava ali era a cachaça barata, o povo honesto e trabalhador, e tinha orgulho de ser dali, foi ali que aprendeu tudo o que precisava, para torna-se um homem oco.
Há um curta-metragem animado, cujo nome é "Logorama". É uma das obras mais lindas que já vi na minha vida. Simplesmente incrível o trabalho dos franceses François Alaux, Hervé de Crecy e Ludovic Houplain que escreveram o roteiro e dirigiram. O curta é sobre uma Los Angeles construída e habitada por logos e mascotes de empresas mundialmente (ou não) conhecidas. Porém (atenção aqui tem spoiler) a mensagem do filme vai além do consumismo. Os animais no zoo representam os países desenvolvidos ( Que quando soltos são ferozes e velozes, porém quando trancafiados não "passam da 2a marcha". E o final, no final tudo acaba por causa do petróleo. Se o petróleo acaba, nós acabamos (?). Uma questão que fica, como manter todo o sistema, nosso lindo e perfeito sistema capitalista democrático quando a Terra atacar toda agressão provocada pelo ser humano? No final do episódio "A Tree Grows In Springfield" do desenho "The Simpsons", Logorama tem sua versão "simpsonsada", onde a fabulosa boneca "Malibu Stacy" (paródia da Barbie) é vitima de um terrível monstro e uma especie de "elfo" á salva enquanto o estereótipo de homem forte sai correndo. Passando uma mensagem de valores verdadeiros em meio aos outdoors e outros elementos de consumo.