Quando faltou água
E o Cantareira se secou,
Quando a barba cresceu e a responsabilidade me chamou,
Foi ai que me mandei,
Meu subúrbio tive que deixar,
Minha pequena também...
Quando os marmanjos só pensavam em ostentar,
Quando a mãe tinha conta pra pagar,
Tornou-se a verdadeira guerreira...
Paulistana cabra da peste
Sim seu doutô,
Mais macho que muito playboy
Sim sinhô,
Mais delicada do que princesa das terra gelada
Sim patrão.
Quando o sol raia no céu,
Quando o relógio desperta,
Lá se vão elas pro trem,
Atravessar a cidade, e garantir o pão de cada dia.
Paulistana cabra da peste
Sim seu doutô.
Quando a chuva cai brarba,
Quando as talbua e os telhado avuam,
Lá vai a trabalhadora de verdade,
Martelar,
Quando a noite chega
Quando as crias pedem o que rangar,
Lá vai a verdadeira mãe,
Cozinhar,lavar,passar,cuidar.
Paulistana cabra da peste
Sim seu doutô!