18 de jun. de 2014

Medo da fúria paranoica

 Agora a vida pode ser resumida 
Por dois sentimentos.

O de fúria e o de medo.
Temos fúria do politico,
E depois temos medo do blackblock que quer derrubar o capitalismo,
Para tal façanha ele protesta esbanjando fúria.

Então temos fúria do blackblock,
Pois ele depositou sua fúria no transporte público
Do qual precisamos.

Então temos medo de viver numa ditadura interminável, 
Ao mesmo tempo que possuímos ódio da democracia mal administrada.


Para melhorar essa tal democracia
Temos o direito de protestar.
Quando menos esperemos sentimos fúria dos metroviários 
E todos os grevistas relacionados á transporte,
Que reivindicam seus direitos, afinal vivem numa democracia;

O politico com medo de não ser popular 
Luta por alguma melhoria básica em qualquer área social.

Isso é uma coisa muito louca,
Mas meu medo particular 
é o da paranoia.

Paranoia não é endoidar,
Pois doido já sou,
Paranoia é morrer de medo de amar.

É a fúria de não ser correspondido,
  É o medo de se viciar nos males urbanos,
E esquecer que no peito um coração bate.

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