24 de jun. de 2014

Paulistana Cabra da Peste

Quando faltou água 
E o Cantareira se secou,
Quando a barba cresceu e a responsabilidade me chamou,

Foi ai que me mandei,
Meu subúrbio tive que deixar,
Minha pequena também...

Quando os marmanjos só pensavam em ostentar,
Quando a mãe tinha conta pra pagar,
Tornou-se a verdadeira guerreira...
Paulistana cabra da peste 
Sim seu doutô,

Mais macho que muito playboy 
Sim sinhô,
Mais delicada do que princesa das terra gelada
Sim patrão.


Quando o sol raia no céu,
Quando o relógio desperta,
Lá se vão elas pro trem,
Atravessar a cidade, e garantir o pão de cada dia.


Paulistana cabra da peste
Sim seu doutô.

Quando a chuva cai brarba,
Quando as talbua e os telhado avuam,
Lá vai a trabalhadora de verdade,
Martelar,
Quando a noite chega
Quando as crias pedem o que rangar,
Lá vai a verdadeira mãe,
Cozinhar,lavar,passar,cuidar.

Paulistana cabra da peste
Sim seu doutô! 

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