1 de mai. de 2015

Um Pedaço

 Nunca foi nada, só mais um pedaço do tudo que é a Metrópole. Temia o enfisema, a tuberculose, o câncer de pulmão e traqueia, mas não largava o cigarro. Era só mais um desgraçado em que cuja porta a sorte não batera e os deuses não abençoaram. Irritado pelo trem apertado, pela falta de compaixão politica para com os moradores do extremo leste ele xingava aos governos, não era ouvido, era só mais pedaço do tudo que é a metrópole, desgastado e substituível.
 Lá vai mais um homem opaco, como o mundo que vive, misturando-se ás pessoas públicas e privadas, lá vai mais um homem oco, o republicano dos dias volúveis .

 O mundo opaco, diferente daquele colorido da terra do sonhos, o dormir é necessário, e viver é prazeroso, e o sobreviver é miserável. Somos todos um grande pedaço de tudo o que é a metrópole e senhores, meu corpo está cansado, minha  barriga vazia e meu peito prestes a arrebentar.

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