Chego até uma pequena vila e lá quase encontro o que eu quero.
Entro no pequeno bar, e o estabelecimento está lotado de olhos vermelhos, homens ocos como eu, que fogem da vida miserável e do trabalho árduo, se afogando na bebida transparente. Eu vou até o único cavalheiro sóbrio, o balconista, que nega ter o whiskey e o conhaque mas possuir cerveja nacional. Pego uma só para não deixá-lo sem graça e parto, até o centro da pequena cidade.
Chego onde quero e bebo o que eu quero, volto para a minha passageira residência e fico quieto em isolação, já é noite. Fico admirando as belas coisas que nunca teríamos. As estrelas, o silêncio, as belas mulheres respeitáveis. O ar puro.
Consigo ouvir meus próprios pensamentos, dormir em paz e ser acordado pelo canto dos pássaros, cantando a doce sinfonia natural.
Episódios Matinais
Levanto tarde, vou até a pequena vila, agora em companhia de meu tio, que até esse momento eu conhecia pouco.
Vejo nele um homem oco como eu, mas que se arrepende e hoje aconselha ao sobrinho não desperdiçar a juventude.
Isso me deixa feliz, sou um homem limpo, respiro o doce perfume da mãe natureza e essa situação me inspiram a escrever poemas belos, sobre o amor verdadeiro que nunca senti, essas coisas cheias de açúcar, que mudam seu modo de viver. Percebo os benefícios dessa isolação, mas sinto falta, das agitações, dos problemas e da vida conturbada. Afinal, eu sou um homem oco e abandonar o que me faz bem é o meu dia-a-dia.
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