26 de set. de 2013

Tempo Ruim



Hoje foi um dia estranho... Esses tem sido dias estranhos. Os lençóis que em tão pouco tempo eram enlaçados a dois pares de pernas e serviram de ninho de amor, agora fedem á doença. O mesmo coração, sempre cheio dos absurdos noturnos, agora bate sozinho. Essas terríveis sensações não justificam o homem terrível que me tornei. Mas eu não sei controlar minha raiva muito menos conviver com a minha dor. A minha boa e velha garrafa de whiskey está o lado do meu Lucky Strike, e essa é única maneira de enfrentar todos os meus erros. 
Sempre achei isso impossível, afinal, eu respiro e cometo um erro, como enfrentá-los? Me auto destruindo com a minha máscara de ódio próprio. Seguindo a linha torta que todo homem oco traça, ao nascer, ao envelhecer, e ao morrer. Quero que chegue então o doce beijo da morte, pois agora "vi que a vida não é um fato consumado, nem o mundo um lugar pequeno, quero inventar meu próprio pecado, morrer do meu próprio veneno". Morrendo quero que meu corpo seja cremado, que minhas cinzas entrem na vida de outro homem oco como eu, porque continuarei esse homem nos meus filhos, em todas as palavras arrogantes que eu disse á alguém, em todos os meus vícios que eu escolhi carregar comigo.


"Fora o inverno e o tempo ruim eu não sei o que espera por mim"   









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