Sr. Itaim o Estudante meu pobre amigo teve
deveras uma vida curta até agora, mas um coração que carrega paixões
abadaladas!
Sentado num banco de praça do sujo bairro do
Belém Sr. Itaim relembra as garotas do Alto do Pinheiros, de São Miguel Pta, da
francesa da Vila Carrão, da Italiana do Brás, da mulata de Itaquera, de uma
outra que não recordava o nome nem o bairro, mas sim o prazer. Lembra também de
um passado não distante que ainda tinha suas platônices por uma amiga ou outra.
Encarou o futuro, acontece que o passado nunca pode nem deve ser esquecido e
agora sofre com os amores que a vida trouxe e ele não viveu para correr aos pés
de quem não dava o valor suficiente. Porém a questão de valores se distorceu em
sua caminhada, onde encontrava um alvo fácil ia com toda força (até mesmo na
conotação maliciosa da expressão). Ao passo que evoluiu em suas conquistas
esqueceu-se do romantismo, da gala, e do jeito nobre e respeitoso que tinha.
Pobre Sr. Itaim o Estudante, que certo tempo
provou do melhor sabor que os prazeres das paixões podem dar e hoje sofre por
ter descoberto que como tudo na vida, isso não passa de uma grande ilusão.
A vida resumiu nas amizades, nos estudos
demasiados, na cachaça de graça para se engolir e no cansaço que coloca a prova
qualquer ser humano que não tem uma amada para se confortar no fim do dia.
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