Andando
pelas sujas ruas do sujo bairro do Belém, pobre Sr. Itaim o Estudante se
deparou com uma questão.
Malditos cinco reais no bolso e a vontade de
tomar uma cachaça e comprar cigarros.
O que fazer? Pedir á algum amigo maior comprar
pra ele? Pedir á um morador de rua?
Quão
dependente é esse garoto, deveras, depende da permissão dos pais pra tudo,
depende da nicotina, nesses dias que fica sem ela o rapaz quase que endoida!
Fica louco pra pedir pra alguém, ou pegar uma bagana que cair por aí. Tem
conhecimento dos estragos que dois anos de vício geraram e não quer continuar
na contra-mão.
Sr. Itaim o Estudante, vive rotina, estresse, respira
poluição, e quando acorda não sabe separar o sonho da realidade. Prefere dar
uma de preguiçoso e pular a fase do aprender, chegar a maioridade, ter um
apartamento pequeno no Centro, uma vida boêmia, muitos amores, e esquecer-se do
passado.
Pobre Sr. Itaim... Sabes que a vida é feita
pra se encarar e construir um futuro, e não escorar-se na vagabundagem e viver
uma vida de tormentas... Ora, isso também indigna! Afinal, vence a fome, o
frio, o cansaço, a vontade de fumar, beber e de ver a amada, e tudo pra quê? Pra
receber um status e um salário melhor enquanto a vida passa e o dinheiro
acumulado é pouco aproveitado?
Mas como ter conforto sem deixar-se cair nas
badalagens da vida?
Essa é a pergunta que faz o pobre Sr. Itaim
passar demasiadas horas sem fechar os olhos e ter esperança de um novo dia.
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