23 de ago. de 2013

Coisas que só os Homens Ocos provarão

Peço desculpas por ter ficado quase um mês sem postar, mas o tempo está encurtando e minhas tarefas aumentando.
Hoje, quero passar á vocês uma crônica ou conto (entendam como quiserem) que fiz nesse tempo de isolação virtual.



Coisas que só os Homens Ocos provarão


"Falo-lhes de uma época, em que a perfeição se misturava entre a silhueta feminina e a fumaça produzida por um maço de Lucky Strike. Um tempo em que beber amar e acreditar em Deus se tornava a mesma coisa. Pois nunca se discutia nenhum desses assuntos, nós todos os tínhamos dentro de nós e ficavam ali escondidos por debaixo dos panos. Ser rico era uma grande tolice, não dava pé, não ao nosso estilo de vida, miserável o suficiente para ter o whiskey e o cigarro de cada dia. E os pequenos quartos na Vila Mariana e os banheiros de bares na Vila Madalena, que me serviram de ninho de amor hoje são habitados por outros casais de pessoas ocas, que iam e vão lá para se embebedar e se inspirar, perder o controle e brincar de ser feliz.  Coisas que o homem bom nunca provará, ele é o homem bom e não recorre á essas idiotices que formaram o homem moderno e contemporâneo.   
Ainda me lembro do ateliê de uma garota francesa, cheio pinturas abstratas e uma coleção de filmes da Nouvelle Vague e do Underground. Eu peguei todos eles emprestados em busca de algum conceito, mas não consegui, partindo do pressuposto que eu não era bom nisso inventei o que chamariam de experimentalismo na literatura, juntando elementos da minha viagem ao mundo das plantas, junto com certo empirismo boêmio, traduzi os meus roteiros e meus sentimentos ruins numa crônica cheia de palavras sem sentido que se constroem á partir das lembranças, cuja quais constroem meu passado, e uma época em que existir era questão de ignorar os prazeres em volta, ou de se matar pouco á pouco." 

24 de jul. de 2013

We Are The Mad Men!


























Comecei a assistir á série americana "Mad Men" via uma belezinha chamada "Netflix". 
Mad Men é uma série sobre Don Draper, um dos maiores publicitários da New York dos anos 60. Ele, trabalha na agência de publicidade "Sterling Cooper" durante as 3 primeiras temporadas, já na quarta, ele ajuda a fundar a "Sterling Cooper Draper Pryce".
A minha única reação ao ouvir "A Beautiful Mine", de RJD2 (música de introdução) é um imenso prazer e tamanha alegria de assistir uma série tão bem feita e bem construída narrativamente. Os diretores de arte da série exploraram o máximo da moda dos anos 60. Mad Men foi um seriado muito premiado e parodiado, o desenho "The Simpsons" fez uma imitação da intro do seriado. Há algumas imagens na internet com outros protagonistas no lugar de Don também.
O que mais me amarra as aventuras de Draper, é toda a especulação histórica que há em todos episódios, mas isso é muito complexo para se escrever, e só entendemos vendo.
A trama fica cada vez mais interessante, quando uma nova mentira é descoberta, quando um outro  drink é tomado ou um outro cigarro é aceso por um daqueles homens ou uma daquelas mulheres, ambos cheios de glamour, bela postura e corpos saudáveis... Realmente, já que o slogan do seriado é "Where The Truth Lies" os criadores conseguiram pegar toda a beleza e toda miséria dos anos 60, que em consequência construíram os 80, sim, Don é um alcoólatra, pai ausente, deixou 3 filhos para a sociedade, essa cresceu fugindo dos horrores da Guerra Fria se jogando em todos tipos de vício. 
Há quem veja Mad Men só por curiosidade, já eu, assisto pra entender os antecedentes da formação de toda essa sujeira e mentira, que manipula as grandes corporações, as mídias, e a população. 


                                                         Introdução Original:



Comparação, Parodia e Original.
    




16 de jul. de 2013

Viva Aznavour!

        


Até agora não vi nenhum outro francês fazer o que ele fez, mais de 65 anos de carreira como cantor e ator e não uma carreira qualquer... Mais de 60 filmes (o de estréia foi dirigido por Traffaut)sem contar as quase 850 letras e músicas. 
Conheci esse lorde graças á um toca-vinil de grande um amigo. Alguns meses depois eu estava assistindo o grande filme canadense "C.R.A.Z.Y Loucos de Amor" ouvi frequentemente os clássicos "Emmenez-Moi" e "Hier Encore", e meus amigos, não há melhor satisfação do que ouvir uma bela música que deixa o filme mais belo ainda.
Outro grande sucesso do Charles (na verdade só fez sucesso mesmo na Inglaterra)é "She", sim sim, esta música foi feita por ele e a versão em inglês foi feita por Elvis Costello em 1999. 
Mas agora, qual o sentido de tudo isso? Porque será que estou escrevendo sobre ele? Eis a resposta:
Como é de costume, eu adoro fazer um poema baseado em algum outro, ou escrever sobre uma determinada situação. Abaixo você pode conferir minhas singelas brincadeiras de palavras:

"Levem-me (Parte I)"  
(Baseado em Emmenez-moi)      
  
Em um canto do Polo Da Alegria,
Troquei uma tarde vazia, 
Para encontrar meus amigos boêmios,

Então a liberdade fluiu,
Uma dose á mais de whiskey desceu,

E você para mim sorriu,
Me paquerando, e observando como um perdigueiro,

De um modo sorrateiro 
Me seduziu,
Fazendo-me esquecer tudo o que me incomoda,

Oh minha francesa,
Afogue minhas mágoas e esconde toda tristeza,
Oh meus amigos, levem-me até o próximo bar,
Pois debaixo de tanta vaidade,
Minha miserável vida, não consigo enxergar!

Aparece bela ocasião,
Para viajar pelo velho mundo,
Dentro do avião,
Conheci outro homem oco,

Ele disse que voltava para a Inglaterra,
Pois estava cansado de viver sem as garotas,
De tal fabulosa terra, 

Resolvi descobrir se o rapaz tinha mesmo razão,
E aprendi a não confiar nos ingleses,
Fui direto para a Holanda,
Coisa que preciso fazer mais vezes,

Oh minha garota dos Países-Baixos,
Leve-me á terra dos chapados,
Oh meus amigos, levem-me á vila dos brisados,
Pois não consigo ver meus miseráveis dias,
Sob tanta vaidade!        

Levem-me onde não existe verdade,
Levem-me ao centro da cidade,
Pois não quero assumir,
As minhas miseráveis consequências!   


"Levem-me (Parte II)"

Eu lá estava,
Um garoto que se sonhava cineasta e escritor,
Envolvido numa discussão, entre um roteirista e um diretor,
Quem é melhor? Glauber Rocha, ou Rogério Sganzerla?

De repente estávamos em plena Boca do Lixo, 
Pra mostrar aos glauberianos, 
O melhor lado do "Cinema de Invenção",
Eles então desistiram,

No meio da comemoração, 
Tivemos copos, garotas, 
Mas como sou morador suburbano,
Fui obrigado a voltar para o meio da falta de cultura e pra solidão,

Levem-me aos bairros da boêmia,
Levem-me aos bairros da alegria,
Pois tenho certeza, 
Que sou mais feliz em volta daquela mesa!

Fui á uma reunião em plena Vila Mariana,
Bebemos, escrevemos e nos divertimos,
Conheci uma senhorita cujo nome era Ana,

Passamos a tarde com vinho, 
A noite, ela me empurrou pra cama,
Me encheu de carinho, 
Dizendo que me ama     

Eu poderia estar até hoje lá,
Mas minha idiotice é forte,
E depois o que me restou,
Foi reclamar da sorte,

Logo após esse episódio,
Me afoguei nos mares do álcool,
Hoje em dia estou limpo desse ódio,
Mas aqueles foram tempos terríveis, 

Vivendo isolado,
Num bairro arrasado,
Pela criminalidade,
E pela falta de bom censo,

Levem-me ao centro de tratamento,
Levem-me á um lugar onde eu possa me consertar,
Pois nesse castigo de isolamento,
Minha vida mais miserável vai ficar!

                * * *  
          
"Ainda Ontem " 
(Baseada em "Hier Encore") 

Ainda ontem,
Eu estava em minha Belle-Époque,
Saltitando pela selva de pedra,
Em busca do rio da embriaguez,
Esgotando-no de uma só vez,

Desmatando a floresta da erva,
Achando que isso me traria algo de especial,
E no final,
Só me trouxe o desespero e a doença,

Ainda ontem, fiz planos de papel,
Façanhas que até hoje me envergonham,
Sonhos que se despedaçam pelo ar,
Idiotices que só me desonram,

Ainda ontem, eu estava em minha Belle-Époque,
Mas a perdi, fazendo tudo com ignorância,
E tratando á todos e tudo com arrogância,

Ignorando o passado,
Cuspindo no futuro,
Tornando o presente um fardo,

Criticando o mundo,
Fingindo ser um homem de opinião,
Argumentando como um sábio de verdade,
E esquecendo-me de respeitar a relatividade da razão,    

Ainda ontem, eu estava em minha Belle-Époque,
Mas joguei tudo pro alto,
Com uma série de falsos prazeres,
Que só me deram problemas,  

Porque meus verdadeiros amores acabaram mesmo antes de começarem,
Meus amigos boêmios foram achar garrafas pra se embebedarem,

Eu me isolei,
Para deixar minha cabeça no lugar em que deixei,

E agora, e agora,
Onde está minha Belle-Époque?





                             Hier Encore






Emmenez-moi



She



Lá Bohéme


E como é de costume, uma foto pra encerrar com chave de ouro:


10 de jul. de 2013

Os Melhores Filmes de 1920 á 1950 (Na Minha Opinião)

Bom, ultimamente assisti muitos filmes dessa época, então resolvi fazer uma lista dos melhores (ela não está em ordem cronológica, mas sim na qual eu mais gosto): 

10-  The Great Dictator ( O Grande Ditador ) 1940.

Um ótimo filme do Chaplin que satiriza os ditadores Adolf Hitler, e Benito Mussolini. Tem uma cena clássica do qual Adenoid Hynkel (Hitler) está brincando com um globo terrestre inflável do qual estoura. Achei muito interessante como esse filme foi feito e como a tecnologia já estava mudada (foi o primeiro do Chaplin totalmente falado).





9 - Double Indemnity 1944

Primeiramente, me recuso colocar aqui o título em português desse filme, pois acho que não faz jus a tal. 
Enfim, é um filme de 1944 baseado em fatos reais, sobre uma mulher e seu amante, que tramam um crime "quase perfeito" contra o esposo para tomar uma apólice de indenização dobrada, comprada á pouco tempo, dá ai que vem "double indemnity".     



8-Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (1922)

Grande obra do expressionismo alemão, foi uma adaptação do romance "Drácula" só que com locais e personagens diferente pois a família de Bram Stoker (escritor do Drácula) não concedeu os direitos autorais do livro. Mesmo assim o filme foi processado e por determinação da justiça as cópias deveriam ser destruídas... Mas para o bem da história do cinema estão ai até hoje.






7- Modern Times (Tempos Modernos) 1936

Critica forte e comicamente a industrialização, capitalismo, a americanização e todos os sistemas políticos da época. Logo de cara temos vários porcos e imagem vira a pessoas saindo da estação. Sabe o que subir na plataforma da Estação da Luz, para pegar um trem e se sentir um porco? Pois bem, foi graças á esse filme que me senti assim.

  



6- The Philadelphia Story (Núpcias de escândalo)1940

Uma trama bem interessante sobre socialites e como a sociedade americana funcionava.




5- Dave Copperfield (1935)

Dave sofre muito por não ter conhecido o pai e pela  perda da mãe ainda criança. Sob a tutela do padastro ele é mandado á Londres para trabalhar só que em condições precárias. Então ele foge para a casa da Tia Betsey que é quem o cria á partir daí. Dave se joga numa jornada para se tornar um grande escritor.




4 - Die Nibelungen 1924

Outra obra do expressionismo, é baseada em uma série de lendas alemãs. 




3- O Encouraçado Potenkim (Bronenosets Potyomkin)1925 

Filme baseado na Revolução Russa de 1905 sobre marinheiros que se revoltam por causa das condições de trabalho e resolvem ajudar os soviéticos contra o Czar.





2- Limite 1930

O único filme brasileiro dessa e da lista do David Bowie de melhores filmes. Foi elogiado por Serguei M. Eisenstein (diretor do filme acima), Eric Pommer, Vsevolod Poudovkine, Edward Tisse e cia. ltda. Muito bom, recomendo, Limite, um filme de Mário Peixoto.

 



1- Citizen Kane 1941 

Baseado na história de William Randolph Hearst (isso foi negado por Orson Welles o diretor) o filme é sobre Charles Foster Kane, um garoto que constrói uma fortuna e torna-se um magnata da imprensa. Este longa inovou o cinema em técnicas narrativas e artesanais (planos, movimentos de câmera etc.). 


Este é um documentário que conta como foi a pré-produção de Citizen.

  

 Este é o trailer oficial do filme:

 



2 de jul. de 2013

Então, Vamos Falar de Crônica

Esses dias li uma crônica do mestre Rubem Braga, ora , quem melhor que ele pra se falar de crônica? Mas enfim, li , adorei, e como é de costume escrevi algo inspirado. Me inspirei nesse belo texto aqui :

"Recado ao senhor 903"

Vizinho –
Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me
mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua
própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou
desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o
senhor teria ainda ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso
noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é
impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o
meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003,
me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao
alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos;
apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois
apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar,
depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à
minha casa (perdão, ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa
repousar das 22 às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua,
onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser
tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de
seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.
Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à
porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou.” E o
outro respondesse: “Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar
e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.
E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho
entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom
da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz. 

Inspirado nisso, escrevi sobre uma situação semelhante que aconteceu comigo:

"Caro Senhor Almeida" 

Meu bom senhor, perdoe-me a falta de respeito aos mais velhos, e a falta de cidadania. Eu sou o jovem que deixou o som ligado alto, mas senhor Almeida eu me exaltei, esse negócio de escrever roteiros me inspirando na música,de tão alto o volume possui, que invade o ambiente e torna possível chegar ai no seus ouvidos de maneira incomodante! Mas a fama senhor Almeida, ela me obriga a beber litros de café acordando á mim e á minha úlcera! Como se não bastasse, acordando ao senhor meu caro. São essas paixões que fazem o homem se tornar um louco que se mistura ás pessoas da vida e simplesmente esquecer os tipos que deixamos á nossa rua, e os idosos que deixamos de cabelos em pé no alto da madrugada. 
Quero resolver essa situação ora, pois não quero ter o nome de baderneiro pela vizinhança que cuida da vida alheia. Mas francamente, diga-me senhor Almeida você já quis entrar pra história? Então pegue esse violão, eu escrevo a letra, você a melodia, vamos, a dupla de um jovem e um grande senhor, experiencia e força lado a lado, para quem sabe um dia, mostrarmos que a verdadeira vontade de ser famoso pode ultrapassar paredes.    




27 de jun. de 2013

Não tente curar o que não é doença!

Bom, agora que vencemos as tarifas temos outro motivo que incomoda de maneira estrondosa a população (ou pelo menos a parte não-homofóbica dela). O nome do B.O é Marco Feliciano, essa vossa senhoria é pastor (não me interessa de qual igreja) e deputado ao mesmo tempo, e teve a grande e ridícula ideia de voltar a bater na tecla do projeto de lei que ficou conhecido como cura-gay... Ah Deus, porque? Deus, tem tanto evangélico legal, mente aberta e porque logo esse cara pra virar deputado? Vossa senhoria se torna  
presidente Comissão de Direitos Humanos e Minorias convoca uma cambada de ignorantes pra fazer lei que não deve? 
Cada dia que passa tenho mais certeza de que vossa senhoria Marco Feliciano comete esses atos porque teve uma vida muito turbulenta, com paixões escondidas, sufocadas no mais interno do coração amante... Então, eu digo que não tenho medo de dizer :
Feliciano, eu te amo cara, eu te perdoo, agora para de bobagem e liberta o Ney Matogrosso que há dentro de ti! 
Outra questão que muito me preocupa é que a última vez que misturaram religião com politica, a raça humana entrou na Idade Média, derramou mais litros de sangue do que existe de coca-cola no mundo, sem falar na idiotice que o planeta se tornou.


Bom já que o tema da postagem é preconceito, homo afetividade e companhia Ltda. e o hoje é dia de Filme eis aqui uma lista com longas muito bom sobre o assunto:

1- C.R.A.Z.Y Loucos de Amor

Uma família canadense com um pai machão, uma mãe devota, e Zachary o 4° de 5 filhos que tem grandes problemas para assumir o opção sexual.


2- Assunto De Meninas 

Mary Bradford perdeu a mãe há 3 anos, não conseguindo diálogo com a madrasta e o pai eles acabam a colocando num internato feminino, lá a doce Mary conhece Paulie Oster e Tory Moller que no fundo querem muito mais que amizade.





3- Orações para Bobby

Bobby,após revelar sua homossexualidade á sua mãe Mary ele é forçado a fazer terapias e tratamentos contra o "problema" (cura gay versão americana). O verdadeiro problema aconteceu quando Bobby jogou-se da ponte por não aguentar mais essa vida.



Isso pode ser repetitivo mas o Caetano Veloso quer falar sobre essa história de cura-gay:




E uma foto pra encerrar com chave de ouro:



         

18 de jun. de 2013

Acoooordeiiii!!!

Com todo esse ritmo de protesto, é lógico que eu não ficaria sem escrever sobre tal. Primeiramente estou muito, muito alegre que minha nação acordou (parcialmente, porque á muita coisa pra se protestar), e acordou com muita força.
Tem me revoltado a ação da policia e até dos boatos que correm por aí de que nossa presidente irá tirar a internet... Justamente sobre a radicalização politica que quero falar, e como hoje é semana de poemas/poesia,  eis minha inspiração "Cálice" de Chico Buarque (vídeo da música no final do post):


"Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)"




Baseado nessa e em outras letras de protestos fiz alguns poemas:



"Escuta-me"


Mídia,governo, 
O que vocês querem?
Nos calar? Nos alienar?

Como viver assim?
Engolir palavras, 
Engolir injustiça,
Da forma que vocês usam a força bruta,
A conquista dos direitos só pode acontecer com dor e labuta!

Agora que estamos mais destemidos,
E é vendo o boneco pegando fogo,
Vamos lutar pelo que é certo,
Mesmo se formos oprimidos,



Sinto vontade fazer o que Nero fez com Roma,
Mas vem o "pau-mandado" que é cego,
E só me traz hematoma,

Escuta-me uma vez na vida,
E faça uma promessa que seja realmente cumprida,
Que vou repensar sobre tudo o que está acontecendo,

Pois agora que vejo minha nação acordada,
Minha boca de forma nenhuma será calada,
Quero me perder entre a multidão,
 E ficar estourando comoção,

Quero ver meu país tomando rumo,
Meu rumo será o da sorte,
Por uma nova nação, quem sabe até a morte,   
Engolindo gás de pimenta, levando borrachada,                           

Fazendo de tudo para melhorar a pátria amada!



Bom, vamos guardar os outros poemas pro futuro...Antes queria fazer um comentário sobre uma frase que vi no Facebook e me deixou p. da vida. 
Ela é de autoria do sr. Joseph Blatter o presidente da FIFA "O futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas."
Ah vossa senhoria... Que merda você está falando? 
Não, não pode ser esse Suíço filho de uma p*** francesa, sai do país estúpido de 1° Mundo dele, para vir aqui falar merda de nós? Opa! Vossa senhoria, o Caetano Veloso vai dizer o que pensa sobre sua ignorância, cara de pau (afinal, isso podia ficar escondido, ele não precisava anunciar isso, mas enfim...):  














Cálice 

uma foto pra encerrar com chave de ouro: